10 dicas para afastar Escorpiões e se prevenir dessa praga

Os escorpiões são umas das espécies mais antigas no planeta, sobrevivendo a todas as mudanças, mas vem se tornando uma praga cada vez maior nas cidades. Vamos falar sobre eles!

As populações das grandes cidades estão aprendendo a lidar com uma praga que até pouco tempo não estava na lista das mais presentes: os Escorpiões.

Esse animal de perfil discreto e hábitos noturnos vem se destacando, infelizmente pelo grande perigo que está representando em vários locais do Brasil, especialmente em cidades gaúchas nesse verão.

Para termos uma ideia da dimensão do problema, em 2000 o número de vítimas de picadas de escorpiões foi de pouco mais de 12.000 em todo o país. Em 2016 esse número chegou a cerca de 91.000, o que representa um aumento preocupante de 628%.

Sim, você leu picadas; ao contrário da maioria das pragas, que são hospedeiros de microrganismos transmissores de uma série de graves doenças, como as baratas, um escorpião pode gerar quadros letais ao usar a sua defesa: o ferrão.

Ou seja, o controle de crescimento e o combate são fundamentais para que a presença da praga no dia a dia das pessoas – e em especial das crianças e dos animais domésticos – não se torne um risco potencial de morte.

Vamos falar de 10 fatos sobre escorpiões que ajudam a conhecer e prevenir-se dessa praga.

01 – Quais as espécies de escorpiões que existem no mundo?

Atualmente estão catalogados cerca de duas mil espécies de escorpião em todo o mundo. E com um detalhe importante: apenas a Antártida não tem registro dessa praga.

Certamente a temperatura extremamente baixa dificulta a sobrevivência desse animal, que prefere as regiões onde oscila entre vinte e quarenta graus. Ou seja, não há local que não possa ter escorpiões.

Podemos encontrar indivíduos tanto em matas e florestas tropicais quanto desertos (onde são muito comuns) e savanas. É uma espécie que se adapta muito bem às condições adversas, razão pela qual vem se tornando uma praga cada vez mais presente nos ambientes urbanos.

No Brasil, existem centro e trinta tipos de escorpião e nosso clima – tropical, equatorial e temperado, conforme a região – é um dos maiores fatores de existência, além da umidade grande na maior parte do território e as temperaturas ideais durante todo o ano.

Para completar, o crescimento urbano desordenado é decisivo para aumentar a ameaça.

02 – Quais as espécies de escorpiões mais perigosas no Brasil?

Das centro e trinta espécies que existem no Brasil, existem registros de presença urbana e ataques de apenas quatro – o que é positivo em termos de percentual, mas não tem sido em termos de incidência, fruto do descontrole de população e medidas que incentivam o crescimento.

Vamos falar de cada uma delas:

Escorpião-amarelo

Com o nome científico de Tityus serrulatus, está presente principalmente nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Pode ser identificada pelas patas e a cauda amarelas-claras e o tronco de cor escura. Mede em torno de sete centímetros, uma fêmea pode ter cerca de cento e sessenta filhotes durante toda a vida.

É a espécie que melhor se adapta aos ambientes urbanos e domésticos, razão pela qual é responsável pelo maior número de ataques e óbitos, principalmente entre crianças, que costumam chegar nas áreas preferidas de escorpiões para criar morada e se proteger.

Escorpião-do-nordeste

Essa espécie é a Tityus stigmurus, comum nas regiões áridas do Nordeste e tem a adaptação perfeita para o solo arenoso dos locais: sua coloração é uma camuflagem amarelada.

Podem medir sete centímetros, em média, e gostam de se abrigar em casas de barro e lugares com madeira acumulada. Por esse motivo, os casos de picadas são mais frequentes em cidades do interior.

Se acostumam facilmente à vida doméstica quando encontram a condição ideal: abrigo e presença de baratas. E já foram encontrados vários indivíduos em São Paulo nos últimos anos.

Escorpião-preto

O Tityus bahiensis é um dos maiores causadores de picadas em áreas urbanas. Também é conhecido como escorpião-marrom.

É um tipo com características bem marcantes: o tronco é escuro, as patas são amareladas com manchas escuras e a cauda é de um tom de marrom avermelhado. Pode medir cerca de sete centímetros.

Assim como o escorpião-amarelo, a fêmea dessa espécie pode gerar em torno de cento e sessenta filhotes durante sua existência.

Escorpião-negro

O Tityus obscurus é uma espécie muito presente na região amazônica, tem a cor negra em todo o corpo e pode chegar a nove centímetros de extensão..

Quando bem jovens, a coloração é mais comum de outras espécies, o que pode causar confusão para as pessoas identificarem.

03 – Qual o habitat dos escorpiões?

O escorpião é um animal de hábitos noturnos, onde são maiores as chances de fugir dos seus predadores naturais – macacos e gaviões, por exemplo.

Portanto, na natureza, além de encontrarmos em todos os climas e vegetações – em especial nas florestas, desertos e matas – eles têm uma preferência para viver sob pedras, em grutas e cavernas, em buracos de árvores e cupinzeiros.

O que esses lugares têm em comum? Escuridão, clima quente e úmido e muitos outros insetos, o ideal para a sobrevivência dos escorpiões.

Nas regiões povoadas e urbanas, devemos ter uma preocupação grande com os ambientes domésticos e comerciais que se pareçam com o habitat. E eles são muitos:

  • Lugares escuros com muitos volumes e objetos: garagens, estábulos, celeiros e locais de guarda de equipamentos;
  • Áreas com madeira empilhada, muitas pedras ou montes de folhas;
  • Pátios de lojas de material de construção;
  • Espaços residenciais com grama alta, pilhas de entulhos e folhas, como jardins, áreas de serviço, pomares e hortas.

Como vimos, onde houver acúmulo de objetos e principalmente a proximidade do local com outros de onde eles naturalmente vivem – matas, florestas – serão um lugar perfeito para os grupos viverem.

Como é a reprodução dos escorpiões?

Agora mais uma notícia ruim: muitas espécies são partenogênicas – as fêmeas não precisam da fecundação de machos para gerar procriar.

Isso dá um ritmo ainda maior no crescimento desse animal, diferente por milhares de espécies onde os dois gêneros precisam se encontrar para acasalar.

No Brasil, os escorpiões-amarelos podem proliferar dessa forma, um mau sinal para as populações humanas. Mas caso a espécie dependa do acasalamento – e a maioria se reproduz dessa forma – é normal que a fêmea coma o macho após a cópula.

04 – Por que os escorpiões estão atualmente mais presentes nas áreas urbanas?

A presença de escorpiões nas cidades e áreas muito populosas é, certamente, o maior desafio do homem frente a uma praga nos dias de hoje.

Originalmente, o escorpião mora em regiões da natureza onde encontra tudo que precisa para viver – alimento, clima e abrigo. Portanto, certamente nem apareceria perto das nossas casas se esse equilíbrio fosse mantido.

O principal fator para começarmos a conviver com essa praga nas cidades é o crescimento desenfreado e desordenado das áreas urbanas.

  • Redução da distância entre as áreas populosas e a natureza – matas, florestas;
  • Exploração econômica sem controle de madeira e cerâmica em várias regiões;
  • Desmatamentos e queimadas, obrigando o animal a buscar outro habitat.

Curiosamente, um dos lugares onde há muita concentração de escorpiões são os cemitérios, que têm a arquitetura perfeita para servir de esconderijo e diversos insetos comuns nesses ambientes.

Mas também podemos encontrá-los em pilhas de telhas e ripas de madeira, em churrasqueiras de alvenaria e até em pilhas de roupas em áreas de lavanderia.

A acredite: são comuns os casos de picadas por indivíduos abrigados em armários s dentro de sapatos!

Essas situações, aliadas à reprodução rápida dos escorpiões e o contato com o lixo, onde encontram um banquete – as baratas – formam um cenário preocupante para o ser humano.

Esse animal, quando ameaçado – e fora dos esconderijos naturais, ele sempre estará – vai causar muitos acidentes e colocar mais pessoas em risco!

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05 – Qual é a alimentação dos escorpiões?

Os escorpiões são carnívoros e tem um cardápio bastante vasto para se alimentar: baratas, aranhas, cupins, grilos e outros insetos pequenos. Também são canibais, se alimentam de outros indivíduos menores.

Se pensássemos apenas na faxina que eles provocam ao comer outras grandes pragas, seria até mesmo útil que eles vivessem perto dos humanos. Mas infelizmente eles são uma grande ameaça com seu ferrão poderoso e um veneno que pode ser letal.

06 – Veneno: o grande mal dos escorpiões para a saúde humana

Ao contrário de muitas pragas, que nos prejudicam ao transmitir doenças, o grande mal do escorpião para a saúde humana e dos animais de estimação e de criação – rebanhos – é o veneno inoculado através da picada.

Nesse ponto, ele se assemelha a outra grande praga mais rural: o morcego, um

A picada com o ferrão é a defesa do animal e só acontece quando ele se sente ameaçado – o que não é difícil de acontecer em um ambiente urbano, com a série de inimigos (pessoas, animais maiores, predadores, máquinas) que ele pode encontrar.

No Brasil, dentre as espécies mais encontradas, o escorpião-amarelo e o escorpião-marrom, ambos têm um veneno de alta toxicidade e o primeiro tem o veneno mais perigoso.

Ao picar, é injetado um veneno neurotóxico, de forma a atingir o sistema nervoso e provocar confusão mental suficiente para  animal escapar do ataque.

Segundo especialistas, existem três quadros para a evolução dos sintomas:

  • Leve: dor suportável no local, formigamento e queimação;
  • Moderado: a dor é forte, náuseas, vômitos, taquicardia, sudorese e salivação;
  • Grave: quadro com prostração, convulsão, coma e insuficiência cardíaca.

É importante lembrar que existem outros sintomas que podem surgir conforme a vítima e o estado de saúde dela no momento do ataque.

Os quadros podem ajudar a prever o atendimento e evitar pânico maior, mas em todos os casos é fundamental que a vítima seja levada para uma emergência hospitalar!

07 – Quais as populações são mais ameaçadas pelos escorpiões?

Pelas características de habitat e alimentação que essa praga precisa para sobreviver, nas áreas urbanas algumas populações correm um risco maior de contato e acidente.

Categorias profissionais

  • Trabalhadores na coleta de lixo, principalmente nos grandes acúmulos e revirados por outros animais, como os cães.
  • Catadores de lixo em aterros;
  • Trabalhadores da construção civil e em lojas de materiais de construção;
  • Trabalhadores em madeireiras, carvoarias e olarias;
  • Distribuidores de hortifrutigranjeiros.

Outros perfis

Crianças pequenas, principalmente quando estão longe de casa e brincando com pilhas de objetos, e pessoas imobilizadas em casas que tenham focos da praga próximos.

08 – Como devemos agir diante de um ataque de escorpião?

A regra de ouro é levar a vítima imediatamente a um atendimento hospitalar de emergência. E ao contrário do que muitas pessoas imaginam, jamais devemos fazer torniquete na área atingida ou tentar aspirar o local para pegar o veneno.

Esse procedimento, além de inútil, pois o veneno cai na corrente sanguínea em segundos, pode piorar o quadro inflamatório na região.

Deve-se lavar a região com água e sabão, usar uma compressa morna para aliviar a dor (sem pressionar) e dirigir-se ao hospital. O soro antiescorpiônico nem sempre é necessário, dependerá do quadro de sintomas.

Se for possível – e com toda a segurança – procure capturar o animal. Isso pode ajudar na identificação da espécie para o tratamento e também para que os órgãos públicos responsáveis tenham condições de avaliar que indivíduos estão presentes no local.

09 – Como podemos impedir o surgimento de escorpiões em casa?

As medidas para evitar o surgimento de escorpiões em casa ou na empresa são tão simples e tantas vezes negligenciadas: basicamente precisamos eliminar os focos de atração com cuidado e bons hábitos.

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Uma das mais importantes é o controle e combate de pragas que são a alimentação dos escorpiões.

Usar a descupinização e a desinsetização, são fundamentais para que o ambiente não atraia a praga.

10 – E se a prevenção de escorpiões não funcionar?

Muitas vezes as situações que atraem a praga já estão presentes de tal forma que é mais difícil evitá-la.

É o momento, então, de usar os métodos de combate.

  • Existem inseticidas no mercado que têm eficácia para criar barreiras químicas e afastar o animal;
  • Para exterminar, é possível usar venenos, dissolvidos em água e aplicados com bombas. Porém, é essencial manter-se (e animais) protegido do produto. O produto não deve ter cheiro, pois o animal é extremamente sensível a ele e fugirá antes de ser atacado;
  • Você pode tentar capturar os indivíduos com uma ferramenta comprida para se manter distante no momento e depois colocar em vidros ou potes para ser entregues à autoridade sanitária;

Uma opção mais segura e eficiente é contratar uma empresa dedetizadora (link para página Empresas), que possui a experiência em lidar com infestações de pragas.

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Como podemos ver nesse artigo, o Escorpião vem se tornando uma praga preocupante para as populações. Ele pode atingir uma pessoa com seu veneno e causar até a morte, dependendo da espécie e das condições de saúde da vítima.

Portanto, é indispensável que as pessoas evitem possíveis focos de atração dele e levem a pessoa atacada imediatamente ao hospital. Todo o tempo é fundamental para salvar uma vida!

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